O deputado distrital Rogério Morro da Cruz s e to rn o u peç a central em uma manobra política liderada por Bia Kicis , pr esidente d...
O deputado distrital Rogério Morro da Cruz se tornou peça central em uma manobra política liderada por Bia Kicis, presidente do PL-DF, em uma tentativa de desafiar o governador Ibaneis Rocha (MDB) na disputa por uma das vagas ao Senado. No último dia 25, durante sessão na Câmara Legislativa, Rogério ocupou a tribuna para, intencional ou não, agir como figura estratégica nas investidas de Kicis contra o chefe do Executivo local.
Ao adotar um discurso que favorece os interesses da parlamentar bolsonarista e sua campanha ao Senado, Rogério acabou por se posicionar como aliado de Kicis na tentativa de tumultuar a coalizão política que sustenta o governo de Ibaneis e o Palácio do Buriti. Curiosamente, isso ocorre apesar do fato de Rogério ser um dos deputados mais beneficiados por obras e nomeações realizadas em áreas administrativas estratégicas como São Sebastião e Jardim Botânico.
Mesmo diante de um histórico recente marcado por investimentos significativos do governo na região onde mantém forte influência política — incluindo a entrega de escolas, hospitais, pavimentação, calçadas, regularização fundiária e projetos habitacionais — Rogério optou por romper com a lealdade ao governador. A atitude abre margem para críticas tanto no campo político quanto junto à comunidade que ele representa.
A ação foi descrita nos bastidores como orquestrada a pedido de Thiago Manzone e Bia Kicis. Apesar das conquistas que beneficiaram diretamente os seus eleitores, Rogério aceitou desempenhar um papel polêmico à sombra dos interesses de Kicis, que não possui histórico de destinar recursos significativos para melhorias em São Sebastião. Essa escolha já levanta questionamentos sobre a sua fidelidade futura, fator crítico na política, onde a confiança sustenta as alianças.
Em círculos políticos, ainda que a traição seja uma prática das dinâmicas habituais, raramente se presta reconhecimento ou apoio duradouro à figura do traidor. Nesse cenário, há quem considere que Rogério enfrentará dificuldades para superar o estigma. Além disso, ao abraçar a estratégia de Kicis, arrisca não apenas suas chances eleitorais futuras, mas também seu próprio legado político.
No campo da política, ser ingênuo ou abertamente oportunista raramente gera bons resultados. Se Rogério Morro da Cruz não redefinir sua estratégia, corre o risco de ser lembrado mais como uma nota passageira em meio às disputas de poder do que como um representante relevante para sua região.
Da redação do Portal de Notícias
