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A chegada de Celina ao poder surpreende a oposição e redefine o cenário político no DF.

  Nunca antes uma transmissão de cargo d o vice-governador para a chefia do Executivo local atr a iu tanta s p e ssoas como a o corr i d...

 

Nunca antes uma transmissão de cargo do vice-governador para a chefia do Executivo local atraiu tantas pessoas como a ocorrida nesta segunda-feira na Câmara Legislativa do Distrito Federal.

A saída de Ibaneis Rocha (MDB) e a posse de Celina Leão (PP) transformaram o grande auditório da casa em um espaço lotado e cheio de energia, quase simbolizando o início de uma nova etapa política.

Mais de 1.500 pessoas atravessaram os detectores de metal para acompanhar o evento, enquanto outras centenas se aglomeraram do lado de fora. A atmosfera se assemelhava mais a um grande ato popular do que a uma cerimônia formal.

Esses números por si só já dizem muito. Contudo, o que realmente impressiona não é a quantidade de público, mas o que ele representa.

Diferentemente do que costuma ocorrer quando um governo chega ao fim desgastado, Ibaneis Rocha deixa o cargo com uma alta aprovação popular e um mandato definido por realizações concretas.

A posse de Celina Leão no comando do Distrito Federal não foi apenas um rito institucional, foi uma demonstração inequívoca de força política. E é exatamente isso que tem tirado o sono da oposição.


Em mais de sete anos, construiu-se uma gestão funcional, com obras, investimentos e programas que sustentam a continuidade. A transição não foi melancólica, mas uma transferência de capital político.

Celina Leão captou esse cenário com habilidade. Ao lançar o programa “DF nas Ruas” no primeiro dia de governo, trouxe estilo próprio e reforçou uma estratégia eficiente: governar com proximidade e escuta ativa.

Escolher o Itapoã como ponto de partida foi simlico: a periferia deixou o papel de coadjuvante para ser protagonista. Esse gesto desmonta a crítica do distanciamento entre governo e população.

Ao levar o Buriti a o povo, Celina redireciona a construção das políticas públicas. Prioridades são definidas pelas comunidades, não apenas pelos técnicos.

Isso incomodou a oposição. A ausência de figuras como José Roberto Arruda e parlamentares adversários no evento foi evidente, mas mesmo a distância, pela TV, acompanharam um ato politicamente contundente.

A memória recente remonta cenas parecidas ao final do governo Joaquim Roriz, uma época marcada por forte apelo popular. A analogia aponta para um capital político em ascensão.

Celina Leão inicia seu mandato não como uma figura transitória, mas como uma liderança em consolidação. Com apoio popular, gestão sólida e foco em ações de proximidade, já provoca mudanças no cerio eleitoral.

A oposição compreendeu: a disputa será exigente. A “Leoa” está em campo, e o jogo mudou.


Da redação do Portal de Notícias Ritmo Cultural