Hélvia Paranaguá: "A violência contra a mulher não nasce no ato extremo. Ela constrói-se na cultura, no silêncio, na ausência de formaç...
O documento foi formalizado durante a Primeira Reunião Ordinária do Consed de 2026, realizada na última terça-feira (3). Na ocasião, ocorreu a assinatura da Carta de Compromisso da Educação – Pelo Empoderamento Feminino, Igualdade de Gênero e Educação Empreendedora. O ato integrou o evento Movimente, organizado pelo Sebrae-DF, que ofereceu uma programação voltada ao estímulo do empreendedorismo feminino e à promoção de trajetórias de liderança, com palestras, painéis e manifestações culturais.
A carta propõe cinco artigos principais para orientar o desenvolvimento de políticas públicas que promovam o empoderamento feminino e a equidade de gênero. O primeiro artigo foca em ações essenciais para garantir a igualdade no acesso, permanência e sucesso escolar, incluindo medidas de prevenção contra a violência e a disseminação de uma cultura institucional baseada no respeito e na convivência democrática.
Hélvia Paranaguá, secretária de Educação do Distrito Federal e presidente do Consed, destacou o aumento preocupante da violência contra mulheres no Brasil e em outros países. Ela enfatizou que enfrentar essa grave questão requer mudanças estruturais no sistema educacional.
Ela apontou que a violência contra mulheres não se origina nos atos extremos, mas na construção silenciosa, cultural e na ausência de educação para o respeito. Segundo ela, é nesse cenário que a educação se posiciona como uma política pública estratégica. Transformar indicadores depende de mudar mentalidades, e essas são moldadas desde a infância e adolescência.
Sobre os outros aspectos do documento
O segundo artigo trata da inclusão da educação empreendedora nos currículos escolares, buscando aprimorar competências em inovação, incentivar a presença feminina nas áreas STEAM e fomentar uma cultura empreendedora desde as etapas iniciais da educação.
O terceiro artigo aborda a formação contínua de professores e gestores em temas como equidade de gênero, prevenção à violência e protagonismo feminino. Já o quarto prioriza estratégias para garantir a permanência escolar de meninas em situações de vulnerabilidade, articulando diferentes setores para promover sua autonomia econômica.
Por fim, o quinto artigo institui mecanismos para monitoramento e avaliação das ações implementadas. Esses mecanismos incluem a produção de indicadores e cooperação técnica entre sistemas educacionais, sempre em conformidade com as leis de proteção de dados.
Informações fornecidas pela Secretaria de Educação
Divulgadas pela redação do portal Ritmo Cultural
