O programa Guardiões da Infância imp ac t a mais de 3.500 crianças e adolescentes Por Andressa Rios, Ascom/SEEDF O Auditório Neusa Fr...
O programa Guardiões da Infância impacta mais de 3.500 crianças e adolescentes
Por Andressa Rios, Ascom/SEEDF
O Auditório Neusa França da Secretaria de Estado de Educação do Distrito Federal (SEEDF) recebeu, na última quinta-feira (23), o delegado Thiago Medeiros, da Diretoria de Combate a Crimes Cibernéticos (DCIBER) da Polícia Federal (PF), para uma palestra sobre violência sexual contra crianças e adolescentes. A iniciativa integra o programa Guardiões da Infância, uma parceria entre a SEEDF e a PF, que já beneficiou 3.500 estudantes e cerca de 1.000 professores da rede pública.
Organizado pela Assessoria Especial de Cultura de Paz nas Escolas da SEEDF, o evento reuniu educadores em busca de capacitação para lidar com questões como bullying, cyberbullying, violência sexual e outros tipos de crimes, tanto no ambiente escolar quanto no digital.
A cooperação entre a SEEDF e a Polícia Federal tem como objetivo formar profissionais para prevenir situações de violência e orientar estudantes sobre como manter comportamentos seguros nas redes sociais, promovendo segurança e conscientização entre os jovens do Distrito Federal.
Durante a abertura do evento, a secretária interina de Educação do DF, Iêdes Braga, destacou a relevância da preparação dos educadores para enfrentar os desafios contemporâneos: "Precisamos estar atentos às manifestações de bullying, que não ocorrem apenas nas escolas, mas em diversos contextos. Vivemos um momento em que o cyberbullying se tornou um grande desafio para a saúde mental dos nossos alunos. É fundamental promover o uso consciente das redes sociais".
Ana Beatriz Goldstein, chefe da Assessoria Especial de Cultura de Paz, chamou atenção para o crescimento dos casos de bullying e cyberbullying no ambiente escolar, especialmente no começo do ano letivo. Ela destacou a necessidade de intensificar os esforços preventivos nesta época específica: "Identificamos que março e abril são períodos em que há um aumento significativo nesses casos, especialmente devido ao abandono digital, quando os jovens passam muito tempo conectados. Por isso, contamos com a parceria da Polícia Federal, Secretaria de Segurança Pública, Batalhão Escolar e Anatel para abordar a segurança nas redes durante todo o semestre".
A secretária interina de Educação do Distrito Federal, Iêdes Braga, destacou a relevância de envolver a comunidade escolar no debate sobre o abandono digital. Esse tipo de negligência ocorre quando pais deixam de proteger e orientar os filhos no ambiente virtual, expondo-os a riscos e vulnerabilidades devido ao uso excessivo e desassistido da internet.
Com esse contexto, o delegado da Polícia Federal Thiago Medeiros ministrou uma palestra para capacitar educadores no enfrentamento à violência sexual contra crianças e adolescentes. Ele abordou sinais de abuso, perfis de agressores e procedimentos a serem adotados em casos suspeitos, incluindo cuidados no ambiente digital.
Dados do Anuário Brasileiro de Segurança Pública de 2024 revelam que, a cada 100 mil habitantes, 41,2 sofrem estupro de vulnerável, sendo 80% menores de 18 anos. Entre esses casos, 84,7% são perpetrados por conhecidos ou familiares. Natalia Acioly, da Unidade de Gestão Articuladora da Educação Básica (Unigaeb), frisou que a escola é um lugar onde muitos problemas sociais emergem e um ponto de refúgio para as vítimas.
O delegado reforçou que não existe um perfil fixo de abusador, mas indicou fatores de risco que tornam crianças e adolescentes mais vulneráveis, como elevado tempo em redes sociais sem supervisão, carência emocional, histórico de bullying e ambientes familiares conflituosos.
- Irritação ou dor na área anogenital;
- Alterações clínicas como hematomas ou infecções recorrentes;
- Dificuldades para urinar ou evacuar;
- Doenças sexualmente transmissíveis ou gravidez.
- Autolesão, sentimentos de culpa ou medo de pessoas e locais específicos;
- Comportamentos infantis repentinos e dificuldades escolares;
- Curiosidade ou conhecimento incomuns para a idade sobre questões sexuais.
**Orientações para educadores:**
- Observar mudanças comportamentais dos alunos, especialmente entre os mais vulneráveis;
- Criar vínculos com os estudantes e manter registros sobre seu desempenho;
- Estimular conversas em ambientes seguros e usar linguagem acessível;
- Ouvir sem julgamento e sem pressionar por informações;
- Demonstrar apoio e solidariedade, evitando reações extremadas ou críticas.
O objetivo é oferecer um suporte acolhedor dentro do ambiente escolar, já que crianças frequentemente buscam ajuda de professores quando enfrentam situações delicadas como o abuso.
A Assessoria Especial da Cultura de Paz nas Escolas promoveu o encontro entre servidores e o delegado da Polícia Federal | Foto: Felipe de Noronha, Ascom/SEEDF.
Da redação do Portal de Notícias Ritmo Cultural