Os estoques de sangue da Fundação Hemocentro de Brasília e s t ão em níveis críticos, especialmente para os tipos B + e AB - . A queda n...
Os estoques de sangue da Fundação Hemocentro de Brasília estão em níveis críticos, especialmente para os tipos B+ e AB-. A queda nas doações é preocupante e afeta também outros grupos sanguíneos, como O+, O-, B-, A+ e A-, todos abaixo do ideal. Apenas o tipo AB+ está em nível regular.
Elvis Magalhães, com anemia falciforme desde a infância, ilustra a importância da doação. Ele realizou transfusões mensais até os 38 anos, quando fez um transplante de medula óssea que salvou sua vida. Para ele, doar sangue é um "ato de amor" essencial para quem depende de transfusões.
O Hemocentro registrou 13.832 doações no primeiro trimestre deste ano, abaixo das 14.065 no mesmo período de 2022. Feriados prolongados e aumento de doenças respiratórias são apontados como fatores de queda, enquanto a demanda permanece alta, com 19.848 transfusões realizadas no mesmo período.
Para contornar a situação, a instituição oferece senhas preferenciais para doadores dos tipos B+ e AB- até 8 de maio, sem necessidade de agendamento. A meta diária é de 180 coletas, mas a média atual está em torno de 100. Cada doação pode salvar até quatro vidas, já que o sangue é fracionado em componentes como hemácias e plasma.
A colaboração coletiva é essencial para manter o abastecimento. Podem doar pessoas entre 16 e 69 anos (com autorização no caso de menores), que pesem ao menos 51 kg, estejam saudáveis e apresentem documento com foto. O Hemocentro funciona no Setor Médico Hospitalar Norte, de segunda a sábado, das 7h15 às 18h. Agendamentos podem ser feitos pelo site Agenda DF ou pelo telefone 160.
Exemplo de solidariedade é Isaias Pereira, que começou a doar sangue aos 18 anos incentivado por um professor. Após ser diagnosticado com insuficiência cardíaca e deixar de doar, passou a organizar campanhas para conscientizar outros sobre a importância desse gesto.
Diante da crise atual, doar sangue é uma atitude urgente que salva vidas e traz esperança.
Da redação do Portal de Notícias Ritmo Cultural
