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Secretaria de Estado de Educação do DF leva EJA a distância ao sistema prisional e amplia oportunidades no DF

  Projeto piloto com laboratórios de informática começa no CPP e amplia acesso à educação e inclusão digital no DF Por Bruno Grossi, Ascom/S...

 Projeto piloto com laboratórios de informática começa no CPP e amplia acesso à educação e inclusão digital no DF

Por Bruno Grossi, Ascom/SEEDF


A iniciativa se tornou possível com a instalação de laboratórios de informática nas sete unidades prisionais do Distrito Federal. | foto: divulgação/SEAPE.


A educação dentro do sistema prisional do Distrito Federal ganhou um novo formato. A Secretaria de Estado de Educação do Distrito Federal iniciou a oferta da Educação de Jovens e Adultos na modalidade a distância, em parceria com a Secretaria de Administração Penitenciária, ampliando o acesso ao ensino para pessoas privadas de liberdade.

A iniciativa foi viabilizada com a instalação de laboratórios de informática nas sete unidades prisionais do DF, com financiamento do Núcleo de Controle e Fiscalização do Sistema Prisional do Ministério Público do Distrito Federal e Territórios. A estrutura permite que as atividades ocorram em ambiente controlado, conciliando segurança e acesso à tecnologia.

A oferta da EJA a Distância no sistema prisional distrital representa um avanço significativo na consolidação da EJA nas prisões e alia segurança à oportunidade de acesso ao conhecimento, que é essencial para a transformação de vidas e diminuição da reincidência”, destaca a diretora da Educação de Jovens e Adultos da Subsecretaria de Educação Básica, Lilian Sena.

O modelo foi construído a partir de um projeto pedagógico elaborado pelo Centro Educacional 01 de Brasília em conjunto com a equipe técnica da administração penitenciária. A proposta amplia o alcance das ações educacionais já existentes e busca garantir continuidade nos estudos dentro das unidades.

 

Tecnologia e acesso ao conhecimento

 

A experiência começou como projeto piloto no Centro de Progressão Penitenciária. Nesta primeira etapa, 11 estudantes passaram a ter acesso à formação básica com apoio de professores e uso de recursos digitais, o que amplia as possibilidades de inclusão educacional e tecnológica.

Além de ampliar a oferta educacional nas prisões, a EJA a distância possibilita uma formação básica de qualidade para os custodiados que não tinham acesso à educação no CPP. Os 11 estudantes contemplados neste primeiro momento terão acesso à tecnologia, com suporte de professores qualificados. Tenho a certeza de que esse tipo de formação terá um impacto muito positivo na vida desses estudantes ao inseri-los no mundo digital, abrindo possibilidades sociais e profissionais para eles”, afirma a diretora do Centro Educacional 01 de Brasília, Telma Cristiane.

A proposta se insere em uma política mais ampla de reintegração social por meio da educação. A avaliação da gestão é que o acesso ao ensino e às ferramentas digitais contribui para a construção de novas perspectivas fora do sistema prisional.

Nosso entendimento é que o sistema prisional deve ser, ao mesmo tempo, espaço de responsabilização e de reconstrução de trajetórias. Essa iniciativa reforça o compromisso da Secretaria em expandir projetos de estudo, trabalho e inclusão digital em toda a rede prisional do DF”, afirma o diretor de Políticas Penitenciárias da Seape, George Yves.

A expectativa é de ampliação gradual da iniciativa para outras unidades, consolidando a educação como eixo estratégico dentro do sistema prisional do Distrito Federal.

Da Redação do Portal de Notícias