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A candidata do PP sublinhou a importância de prestar contas sobre a gestão atual para que os eleitores possam comparar propostas e tomar suas decisões de voto no segundo turno.
Em Brasília, a candidata ao Governo do Distrito Federal, Celina Leão (PP), enfatizou nesta sexta-feira (16) a necessidade de enfrentar a desinformação através da divulgação clara de dados e resultados de sua gestão. Essa declaração foi parte de uma estratégia voltada para comunicação eleitoral e mobilização de apoiadores no segundo turno.
O discurso de Celina foi feito durante um café da manhã organizado por sua mãe, Maria Célia, reunindo familiares, apoiadores, blogueiros e jornalistas independentes para discutir o papel da imprensa e dos influenciadores na fase final da campanha.
No evento, Celina respondeu a críticas sobre o desempenho de sua rede de apoio online e refutou veementemente qualquer associação de sua militância às práticas ilegais no ambiente virtual.
"A nossa caminhada nunca foi uma milícia digital. Não precisamos disso. Vamos combater a mentira com a verdade; a desinformação com a informação", afirmou.
Prioridade na prestação de contas
Celina orientou sua militância e os comunicadores presentes a priorizar o esclarecimento público sobre os feitos do governo e a trajetória política do Distrito Federal. Segundo ela, compartilhar realizações e propostas de forma ativa visa fornecer aos eleitores dados concretos para que façam suas escolhas nas urnas.
"Ter vocês apenas informando o que estamos fazendo, combatendo a desinformação e relembrando a história do governo do PT não é uma milícia digital. É informação ativa para que o cidadão escolha o melhor projeto ao votar", disse a candidata.
Esse encontro marcou o fortalecimento do relacionamento de Celina Leão com canais independentes e redes sociais, numa aposta no engajamento direto de sua base para combater narrativas adversas e manter um diálogo consistente com o eleitorado até o dia da eleição.
A governadora e candidata à reeleição acionou formalmente a Polícia Federal, a Polícia Civil do Distrito Federal e o Tribunal Regional Eleitoral do DF em resposta à circulação de materiais gráficos com ataques pessoais e cartazes contendo adulteração do número oficial de sua candidatura. Este episódio reflete um momento de intensificação na disputa pelo Governo do Distrito Federal durante o segundo turno das eleições. Celina Leão, atual governadora em campanha para manter o cargo, demonstrou publicamente preocupação frente à escalada dos ataques, iniciando procedimentos legais para investigar a origem e responsabilizar os responsáveis pela produção e disseminação dos panfletos irregulares.
O incidente que motivou a ação da governadora e de sua coligação foi a distribuição estratégica de materiais impressos em locais de grande circulação, como pontos de ônibus e áreas centrais em Regiões Administrativas como Ceilândia, Sobradinho, Sudoeste e Cruzeiro. Os materiais apresentavam acusações contra a candidata que careciam de qualquer substância judicial e, em outros casos, divulgavam incorretamente seu número de urna, comprometendo assim sua identificação eleitoral.
Investigação pelas forças policiais e pela Justiça Eleitoral
Considerando a gravidade das ocorrências, a equipe jurídica da campanha de Celina Leão encaminhou representações formais às autoridades competentes. O objetivo declarado é identificar os autores intelectuais, as gráficas envolvidas na impressão e os financiadores desse material apócrifo. A estratégia jurídica busca combater não apenas a ilegalidade dos ataques pessoais, mas também evitar que práticas similares prejudiquem o andamento democrático do processo eleitoral.
Entre as iniciativas tomadas pelas forças de segurança, destacam-se ações da Polícia Militar do DF, que resultaram na detenção de suspeitos envolvidos nas atividades ilegais em Ceilândia. Os indivíduos foram conduzidos à delegacia local para prestar esclarecimentos e investigar mais detalhadamente o circuito de produção e disseminação dos materiais.
A defesa da governadora classifica tais atos como infrações eleitorais graves, além de calúnia difamatória deliberada. Argumenta-se, ainda, que essas iniciativas configuram uma tentativa explícita de desinformar o eleitorado, interferindo no exercício legítimo do voto.
Em uma manifestação pública recente, Celina Leão reforçou seu compromisso com o esclarecimento do caso, afirmando ser essencial punir os envolvidos para proteger os valores democráticos do processo eleitoral. Segundo ela, esses ataques tratam-se de estratégias desonestas patrocinadas por indivíduos ou grupos que rejeitam um debate político justo.
**Problema relacionado à adulteração do número oficial da candidata**
Um dos aspectos mais preocupantes para o setor jurídico da campanha tem sido a veiculação de cartazes que associam erroneamente a imagem de Celina Leão a um número de legenda distinto daquele registrado oficialmente pelo Tribunal Regional Eleitoral do DF. A governadora participa com o número 11, sendo esta adulteração considerada uma forma direta de desinformar os eleitores.
Como medida mitigadora, sua equipe intensificou ações informativas por meio da mídia tradicional e digital. Spots televisivos, transmissões em rádio e propagações pela internet visam corrigir possíveis confusões e conscientizar o público sobre a veracidade de seu número no pleito eleitoral.
A organização possui como meta central alertar sua base eleitoral contra quaisquer tentativas provenientes de outros setores políticos ou organizações externas que busquem dificultar o reconhecimento do registro válido da candidata.
Reações e trâmite judicial a caminho
Em contrapartida, a principal coligação de oposição liderada por Leandro Grass negou veementemente qualquer envolvimento nos episódios denunciados pela candidatura governista. Por meio de comunicado oficial, demandou prudência nas acusações até que as investigações policiais sejam devidamente concluídas. A oposição repudiou qualquer esforço para atribuir culpas antes da apresentação concreta de evidências pelas autoridades.
Com a aproximação das votações marcadas para o final do mês de outubro, o cenário eleitoral no Distrito Federal segue marcado por crescente tensão política. As forças de segurança continuam empregando recursos tecnológicos avançados, como análises das imagens captadas em câmeras públicas e privadas, com objetivo de mapear os autores e financiadores por trás dos materiais questionados.
O ambiente político local apresenta evidências de que os embates não estarão restritos às urnas, mas também terão continuidade no âmbito jurídico enquanto ambos os lados buscam consolidar suas posições frente ao eleitorado.
Da redação do Portal de Notícias Ritmo Cultural, por Danilo Lins, Jornalista
