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A Polícia Federal executa mandados contra Ciro Nogueira em nova etapa do desdobramento do Caso Master.

  Ciro Nogueira é alvo de nova etapa da Operação Compliance Zero realizada pela Polícia Federal (Imagem: Carlos Moura/Agência Senado) . A ...

 

Ciro Nogueira é alvo de nova etapa da Operação Compliance Zero realizada pela Polícia Federal (Imagem: Carlos Moura/Agência Senado).

A ação foi autorizada pelo ministro André Mendonça, do Supremo Tribunal Federal (STF). Durante a operação, a PF também determinou o bloqueio de R$ 18,85 milhões em bens.

Nesta quinta-feira, dia 7, a investigação avançou sobre o núcleo político da Operação Compliance Zero, com um mandado de busca e apreensão sendo cumprido contra o senador Ciro Nogueira, presidente nacional do Progressistas (PP).

A autorização para a atuação faz parte das apurações sobre supostas irregularidades financeiras envolvendo o Banco Master e o banqueiro Daniel Vorcaro.

Ao todo, a quinta fase dessa operação contou com a participação de agentes da Polícia Federal em diferentes estados brasileiros, como Piauí, São Paulo, Minas Gerais e Distrito Federal. Foram cumpridos dez mandados de busca e apreensão e realizado um mandado de prisão temporária. Além disso, uma ordem judicial determinou o bloqueio de bens que totalizam R$ 18,85 milhões.

**A origem da investigação**

A Operação Compliance Zero foi iniciada pela Polícia Federal em novembro de 2025 com o objetivo de investigar fraudes envolvendo o sistema financeiro nacional, especificamente no que se refere à negociação e emissão de títulos de crédito falsificados.

O ponto de partida da investigação remonta a 2024, quando o Ministério Público Federal requisitou apurações detalhadas sobre o caso. Informações iniciais indicaram que o Banco Master teria criado carteiras de crédito sem lastro financeiro, que foram posteriormente vendidas ao Banco de Brasília (BRB). Contudo, após fiscalização do Banco Central, os ativos foram substituídos sem avaliação técnica adequada.

Até o momento, a operação foi segmentada em múltiplas fases interligadas:

**Fase 1 (novembro/2025):**
Esta etapa focou nas fraudes relacionadas à negociação de créditos fraudulentos entre entidades financeiras. Segundo relatos, tratavam-se de créditos inexistentes que sustentavam negociações ilícitas. Na ocasião, foram cumpridos 25 mandados de busca e sete prisões, além do bloqueio de um total de R$ 1,3 bilhão e do afastamento do então presidente do BRB, Paulo Henrique Costa.

**Fase 2 (janeiro/2026):**
Com foco em fraudes estruturais no sistema financeiro, esta etapa revelou um esquema sofisticado envolvendo fundos criados para sustentar as operações icitas. Foram realizados 42 mandados de busca e apreensão, uma prisão e bloqueio de aproximadamente R$ 6 bilhões.

**Fase 3 (março/2026):**
Aqui, a atenção se voltou para a corrupção de servidores públicos e tentativas de obstrução da justiça. A operação culminou em quatro prisões e no afastamento de dois funciorios do Banco Central.

**Fase atual (quinta fase):**
Nesta etapa, as investigações concentram-se na corrupção de gestores e na lavagem de dinheiro associada às irregularidades apuradas. Segundo a PF, a operação tem como objetivo desvendar os mecanismos utilizados para desvio e ocultação do capital ilícito.

Os acusados estão sendo investigados por crimes como organização criminosa, gestão fraudulenta em instituições financeiras, manipulação de mercado, corrupção e lavagem de dinheiro.

As medidas judiciais em vigor incluem prisões preventivas, buscas e apreensões, afastamentos de cargos públicos e o bloqueio de valores que podem somar até R$ 22 bilhões. Essas ações buscam desmantelar as operações criminosas do grupo envolvido e viabilizar a recuperação dos ativos financeiros desviados.

O processo encontra-se registrado sob o número Pet 15.873.


Da redação do Portal de Notícias Ritmo Cultural